Em crise, filial da Record no RS tem três pedidos de demissões de repórteres em dois meses



Uma das principais filiais próprias da RecordTV pelo País, a Record Rio Grande do Sul está passando por graves problemas desde o fim do ano passado, e que parecem não ter fim.

Segundo informações obtidas pelo TV História, três repórteres importantes deixaram a emissora recentemente, dois deles inclusive, que tinham acabado de chegar na emissora.

A primeira a sair foi Lizandra Ongaratto, uma das mais antigas e respeitadas da casa. Lisandra participava frequentemente do Cidade Alerta com Marcelo Rezende, e sempre foi elogiada pelo jornalista pela sua clareza nas informações passadas. Ela pediu desligamento em fevereiro.



O segundo, que pediu demissão logo na sequência, foi o repórter Bruno Gehardt. O jornalista veio da RICTV, afiliada da Record no Paraná para substituir um dos repórteres demitidos na leva de janeiro do canal, mas não aguentou ficar na emissora e pediu para ir embora com apenas um mês de contrato.

A terceira foi a também repórter Fernanda Sampaio, que estava na RecordTV Itapoan, filial da Record em Salvador, e pediu desligamento na última semana. Ela estava desde janeiro e também substituía um dos repórteres dispensados.

No início do ano, a RecordTV RS demitiu quatro repórteres, que foram líderes de um movimento grevista que parou a emissora por uma manhã inteira em outubro de 2016. Naquele dia, nenhuma equipe foi às ruas para protestar contra as condições ruins de trabalho.

Estes repórteres foram Júlio Prestes, Luiz Barbará, Marcus Pena e Frederico Villar - este último havia voltado de férias dois dias antes da dispensa. Na ocasião da dispensa, a emissora negou retaliação e disse que eram demissões planejadas.

No entanto, na época do movimento grevista, os diretores do canal prometeram que não haveriam demissões ou qualquer tipo de retaliação pelo greve que havia ocorrido.

Além disso, em novembro, o repórter Luiz Barbará, um dos demitidos, passou por um escândalo nacional. Enquanto fazia uma matéria investigativa, ele foi vítima de carcere privado e a emissora se negou a ajuda-lo no Boletim de Ocorrência.

Hoje, de todas as filias da Record pelo país, é a do Rio Grande do Sul que causa mais dor de cabeça a rede, em todos os sentidos. A audiência não é das melhores, e a instabilidade nos bastidores preocupa.

O TV História enviou um contato para o diretor de jornalismo da Record RS, Rodrigo Falcão - a emissora não tem assessoria de imprensa -, nesta tarde de quinta-feira (30), mas até agora ele não foi respondido.


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