A modernização do Jornal Nacional chegou a ponto de Renata Vasconcelos usar um roupão



Houve um momento em agosto de 2002 que ninguém prestou muita atenção às notícias do Jornal Nacional, porque um detalhe roubou a cena do horário nobre: o cabelo extremamente liso da então apresentadora Fátima Bernardes. A jornalista havia se submetido, horas antes, a uma novidade dos salões, o "alisamento japonês", e o resultado até hoje é lembrado como um dos momentos icônicos do noticiário brasileiro.



Agora, quase 15 anos depois, outro 'momento fashion' chamou a atenção e causou estranhamento no telespectador: em uma chamada, com a escalada das notícias do dia 31 de maio, Renata Vasconcelos foi para a bancada vestindo um robe de cetim cor-de-rosa.

Talvez ninguém se lembre das manchetes sobre mais um desdobramento da crise política no Brasil, mas todo mundo comentou o 'roupão'. A internet reagiu imediatamente, claro. Logo surgiram memes e indagações. Muitos questionaram se ela foi chamada tão às pressas para gravar a chamada, que nem tinha dado tempo de colocar uma roupa 'normal'.

Mas a maior pergunta que ficou no ar é: pode isso?

Pode o (ainda) jornal mais relevante da TV aberta ser tão informal a este ponto?

Muito se tem debatido sobre as tentativas de deixar o Jornal Nacional mais moderno e mais atraente - especialmente para o público que já passou o dia todo na internet recebendo as notícias do dia quase em tempo real. Agora, William Bonner e Renata Vasconcelos andam pelo cenário, batem papo descontraído com a moça do tempo, Maria Julia Coutinho, e até se permitem chamá-la pelo apelido carinhoso Maju. Isso, além de outras sutis e tímidas informalidades, como quando Bonner elogiou a gravata do correspondente Hélter Duarte durante um link com Nova York, em junho de 2015.

É provável que, na correria de fechamento de uma edição, a apresentadora circule sim pelos bastidores vestindo o seu robe de cetim. Mas daí a ir para o ar trajada assim? Será que não dava tempo mesmo de vestir uma blusa, nem que fosse uma simples? Renata tem o direito de ser tão informal?

Qual vai ser o próximo passo? Ir para o ar com os bobs no cabelo mesmo, no próximo plantão super urgente?

Existe uma linha bem traçada entre a informalidade e a credibilidade. Quando um apresentador vira motivo de chacota pelo que ele veste, isso afeta muito a impressão que o espectador tem sobre o jornal no geral. Ou será que não?

A repercussão me diz que o robe de cetim está aposentado, pelo menos para a frente das câmeras.


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