Nova temporada de Cidade dos Homens estreia em janeiro, com amizade antiga e novos dilemas



Uma comunidade no meio do confronto entre policiais e traficantes. A falta de dinheiro para pagar as contas do mês. A solução? Uma proposta que parece boa, mas, na verdade, é uma jogada perigosa. A luta pela guarda do filho. O preconceito que surge de onde menos se espera. Esses são os dilemas e desafios, que Laranjinha (Darlan Cunha) e Acerola (Douglas Silva) vão enfrentar nesta nova temporada de Cidade dos Homens, que estreia em janeiro, na Globo.



Na trama, uma coprodução da Globo com a O2 Filmes - escrita por Marton Olympio, com supervisão de roteiro de George Moura e direção de Pedro Morelli -, a grande amizade da dupla e de seus filhos Davi (Luan Pessoa) e Clayton (Carlos Eduardo Jay) segue inabalada e se fortalece, apesar das turbulências do dia a dia.

Acerola está desempregado e sem dinheiro. Para resolver seus problemas, ele aceita realizar um trabalho mas, quando percebe que o serviço envolve mercadorias roubadas, se certifica de que está envolvido em uma situação muito arriscada. Já Laranjinha se depara com o retorno de Poderosa (Roberta Rodrigues), sua ex-mulher e mãe de Davi. Ela o deixou ainda bebê e agora fará de tudo para rever seu filho, a contragosto do pai.

Outro personagem que retorna à série é João Vitor (Thiago Martins), o antigo amigo playboy de Acerola e Laranjinha que agora é professor dos filhos deles. Foi esta amizade, aliás, que fez com que João Vitor se tornasse professor em uma escola de comunidade.

Cidade dos Homens é uma minissérie em quatro capítulos, com estreia prevista para janeiro de 2018. Assim como na temporada anterior, a produção usa o tempo presente como fio condutor para narrar a nova história, relembrando, através de flashbacks, as aventuras de Laranjinha e Acerola, em antigos episódios da série. A solução dos problemas vai estar na parceria dos inseparáveis amigos.



Depoimentos

"Nesta temporada, cada um tem o seu conflito: o Laranjinha, meu personagem, vive o drama da volta da Poderosa e o medo de ficar longe do filho, Davi. Já o Acerola, personagem do Douglas, se mete, sem querer, em uma roubada, pensando só em resolver o problema da falta de grana em casa", conta Darlan Cunha. Sobre o retorno de Roberta Rodrigues à trama, Darlan comemora. "Contracenar novamente com a Roberta, depois de 13 anos, é um presente. Ela é uma excelente parceira e ajudou bastante no desenvolvimento do personagem nesta temporada de 'Cidade dos Homens'. Mesmo sem ser pai, imagino como deve ser passar por uma questão como essa. 'Cidade dos Homens' retrata conflitos pelos quais todos nós já vivemos - ou conhecemos alguém que já tenha vivido", completa o ator.

Douglas Silva, que vive Acerola, comemora mais uma temporada da minissérie na TV. "É muito legal ver nossos personagens evoluindo com a história do seriado. O Laranjinha e o Acerola cresceram na TV. E, nesta temporada, esse amadurecimento deles está ainda mais evidente", afirma.

Roberta Rodrigues também tem um forte envolvimento com 'Cidade dos Homens' que, segundo ela, marca o início de sua carreira como atriz. "A série marca, certamente, a minha paixão pela arte. E é um marco para muitas pessoas também, pois as comunidades começaram a se reconhecer e a se identificar com aquele conteúdo", explica. Sobre a personagem, Roberta conta que Poderosa volta uma mulher transformada. "Ela agora tem outra visão da vida e quer provar que é uma pessoa melhor. Cidade dos Homens não retrata só a violência, faz também uma reflexão em relação à família, e a Poderosa vai tratar desse tema com muita responsabilidade e sensibilidade", fala.

Segundo Marton Olympio, autor desta temporada de Cidade dos Homens, a observação sobre o dia a dia serviu como inspiração para os dramas contados na minissérie. "As tramas estão um pouco mais fatiadas nesta temporada, uma envolvendo Acerola e outra com Laranjinha. Além disso, contamos histórias de reencontros e mostramos como eles podem ser surpreendentes e bagunçar a nossa vida, gerando debates que envolvem temas sempre atuais", conta.

George Moura, supervisor de roteiro, complementa: "Esta temporada está ainda mais inserida na realidade atual, com histórias fortes. Cidade dos Homens é necessário porque dá voz a dramas que estão à margem, mas que pertencem à maioria da população brasileira", detalha.

Para o diretor da minissérie, Pedro Morelli, a crítica social é uma questão muito explorada. "A falta de oportunidades pode, sim, infelizmente, levar algumas pessoas a entrar no crime. Teremos episódios mais dramáticos, com debates bem densos. Vamos abordar questões que vão muito além da pobreza e da violência, mas também o drama emocional", diz.


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